• Raoni Cusma

O sutil como diferencial competitivo

Atualizado: Mai 19

Em tempos de polarização, quem estimula a humanização é rei!


Foto: Revista Atualidade Cosmética edição 170

Isso pode parecer romântico até certo ponto porém, para ser relevante em tempos de grande complexidade ética e cultural, não se faz mais possível desassociar a humanização vivenciada em cada ponto de interação entre marca e consumidor.


Marca por marca qualquer um cria, no entanto durante processo criativo, estamos

estimulando o que temos de mais humano para entregar a inovação?


Inovação é valor percebido, e esta percepção nada mais é do que nossos 5 sentidos (visão, olfato, paladar, audição e tato) sendo estimulados, algo puramente humano.


Tendo em vista esse fato, você consegue sentir, analisar e compreender o que estimular em seu público?


Antes de mais nada é vital saber que não conhecemos tão bem nosso público quanto acreditamos pois, não percebemos a vida para além da nossos próprios sentidos. Por isso a empatia deveria ser o principal pilar de nossa criação, para que ela não se baseia em mera e rasa suposição.


Esta é uma reflexão importante, pois a inovação é um rascunho comercial das relações humanas. Por isso se faz lógico paramos de discutir fome em mesa farta e ir buscar conexões com almas reais para aprofundar a necessária sensibilidade sobre os desejos e necessidades que vem de sujeitos orgânicos, subjetivos e diferentes de nós.


Sendo assim, saber contemplar e respeitar a possível sabedoria de cada pessoa e estar vulnerável a sua realidade é sair do senso comum, da hipocrisia corporativa e acadêmica, do achismo excessivo e estatístico sobre desejos e realidades de peles que não são as nossas.


Se levarmos esta reflexão para o dia a dia de quem trabalha com inovação e experiência de consumo, esta reflexão nos possibilita entender uma dualidade crítica: O momento decisivo da compra é uma análise sutil entre possibilidade de solucionar uma necessidade real a partir de uma dor opcional (pagar).


Logo, para ter uma marca relevante em ambientes competitivos e multiculturais devemos encantar, fomentar o espaço de fala e gerar empatia com promessas e entregas que façam real sentido.


Por tanto a simplicidade e o sutil precisam ser foco, e não temas a margem do mercado.


Por fim, você sabe como desenvolver diferencial competitivo e gerar valor para que mais importa em tempos de economia da atenção?


Tenha certeza que sua resposta está na sensibilidade e no respeito ao que é frágil e inteligente. Afinal em períodos de polaridade o maior diferencial que podemos ter e a maior inovação que podemos propor, é saber perceber universos que não são os nossos.


Artigo veiculado na Revista Atualidade Cosmética (Edição 170), e escrito por: Raoni Cusma

Especialista em Design de Conceito, consultor, palestrante e professor universitário, graduado em Gestão Pública (FGV); pós graduado em Desing Estratégico (IED) e em Psicologia Analísta (IJEP).

São Paulo - Brasil