A tese da orolab
No Brasil, a maioria demográfica é modelada como exceção.
Isso não é uma posição moral. É um erro de modelagem e ele tem preço conhecido.
O ERRO TEM PREÇO MEDIDO
81%
dos consumidores negros deixam de comprar, reduzem o consumo ou deixam de ir à loja física após uma ocorrência de discriminação racial.
Fonte: “O que falta para reinar? As dimensões do consumo afro-brasileiro”. Encomenda: Globo. Coautoria: PretaHub, Orolab,Instituto MAS Pesquisa, IBGE, Queen e Eko Design
79%
dizem que a discriminação na compra impacta saúde mental e autoestima.
R$ 1,46 tri
é o poder econômico dessa população.
O NOME DO PROBLEMA
Déficit de Realidade
Chamamos de déficit de realidade a distância entre o que uma organização acredita que está comunicando, vendendo ou sustentando e o que o Brasil real compreende, deseja, rejeita ou legitima. O déficit não é falta de dado. Empresas brasileiras têm dado. Têm mídia, orçamento, agência e boa intenção. O que falta é o modelo certo para ler o que o dado diz. A modelagem errada é a causa. O déficit de realidade é o efeito. A decisão ruim é a conta.
O QUE É CULTURA REAL
Cultura real é a condição que decide se a sua decisão funciona antes de qualquer intenção da sua empresa.
O que não é cultura real
O que a marca quer dizer
Tendência de comportamento
Recorte demográfico
Pauta de novembro
Sensibilidade
E ela tem quatro critérios inegocíaveis: raça, classe, território e poder. Retirar um não simplifica a análise. Invalida.
O que é cultura real
O que o país entende quando a marca diz
Condição de operação
Critério de modelagem
Variável permanente
Rigor
UMA NOTA SOBRE OS NÚMEROS
Existem quatro números públicos sobre o consumo negro no Brasil. Eles não concordam entre si.
R$ 1,46 trilhão. R$ 1,7 trilhão. R$ 1,9 trilhão. Cerca de R$ 2 trilhões.
Quatro levantamentos, quatro metodologias, nenhuma reconciliação pública.
Renda não é consumo. Consumo não é intenção de compra. Quem cita um desses números sem saber o que ele mede está fazendo exatamente o que descrevemos nesta página: decidindo sobre um modelo que não entende.
DE ONDE ISSO VEM
Modelar raça como variável estrutural não é uma opinião nossa. É uma tradição de pensamento.
A ideia de que raça organiza a economia, a política e a subjetividade do Brasil, não é um tema setorial. Foi estabelecida por um pensamento negro brasileiro que antecede em décadas qualquer literatura de mercado sobre o assunto.
Lélia Gonzalez
A leitura do lugar da mulher negra na formação do país.
Sueli Carneiro
A construção do sujeito político negro no Brasil contemporâneo.
Os impactos psíquicos do racismo e as dores da identidade de pessoas negras em ascensão social no Brasil,
Conceição Evaristo
Escrevivência como método de quem narra a vida a partir de seu contexto.
Abdias Nascimento
A denúncia do racismo estrutural brasileiro como projeto de Estado.
Perspectiva Global
Diálogo com Grada Kilomba, Frantz Fanon e Sohail Inayatullah na leitura de futuros.
Quem trabalha com cultura real precisa saber de onde a sua leitura vem. Sem linhagem, uma tese sobre raça é só uma opinião bem formulada. Com linhagem, é uma posição.
O que fazemos com isso
Corrigimos a modelagem. E ficamos até a correção virar operação.
A Orolab não vende diversidade. Corrige o modelo de realidade sobre o qual a marca decide, e sustenta a decisão que nasce dele.